terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A esfinge

Ela está trancada no quarto relendo cartas antigas
Revendo fotografias ao lado do espelho quebrado
De onde sempre se viu seu reflexo calado
Em tempos de outrora a intempestiva esfinge se tinge
Mas acredite moça que nem tudo sempre se finge
Ela guardava no bau sua lembranças
Ela guardava no bau também suas esperanças
E sempre tirava tudo o que precisava de lá
Pensava que tudo era um filme e nada mais
E que deles são sempre felizes os finais
Ela chegava ao absmo e esperava
Pelas mãos do mesmo anjo encorajada
E esperava,
Bem ali parada onde no mundo dava pra ver até a beirada.

2 comentários:

jh.sil disse...

Versos livres, descomprometidos com o compromisso [apesar das singelas rimas]. Gosto disso.

Mas seu toque consciente da falsa realidade em que vivemos, marcado na maioria de seus escritos, foi o que mais me instigou à leitura.

Meus parabéns ao 'Theorema da modernidade'.

jh.sil disse...

Sim. Sempre digo que a poesia é a mais sublime forma de expressar. Talvez, se não a única, uma das únicas formas para transcender tempos e espaços e perpetuar a eternidade como um amoleto mágico, despertando cada coração nobre que desfrute o deleite de sentir uma poesia. É o que alimenta as minhas esperanças.

Será um prazer. Por favor, me adicione.